terça-feira, 2 de setembro de 2008

SONHOS EM OBRAS


Estou a procura de um engenheiro capaz de visualizar meu projeto interno, que consiga decifrar a planta de reforma que desenhei em minha alma, e diga que ela é possível de ser feita. Não pode ser qualquer um, por isso a obra nunca começa, esta no papel há anos, parece nunca sair dele. Todos que encontro dizem que para inicia-la será preciso demolir alguns sonhos, mas deles não abro mão, então logo descarto a idéia e continuo a procurar por alguém que consiga visualizar este projeto da forma que ele está desenhado, sem modifica-lo ao ponto de eu mesmo me estranhar diante dele. É sempre a mesma coisa, pra chegar até a cozinha tenho que demolir os sonhos que estão na sala, pra passar pelo corredor entre o quarto e o banheiro tenho que visualizar novos pontos de vista, e até mesmo minhas fotos emolduradas nas paredes devem dar lugar a quadros de pintores contemporâneos, mas por que isso?Por que demolir sonhos se o caminho da sala pra cozinha são apenas uns poucos passos? E meus pontos de vista, em que eles interferem no corredor que separa o quarto do banheiro? Minhas fotos até já se acostumaram com as paredes, chegam até a combinar, por que quadros de pintores comtemporâneos, nos quais sobra verniz e falta invenção?Parece que todos querem mudar aquilo que levei uma vida pra construir, parecem querer visualizar eles mesmos em mim, mas espere, este projeto é meu, é de minha autoria, este projeto é aquilo que sou, não posso deixar que mudem isso, quero apenas uma reforma, não uma mudança completa, se não podem me ajudar eu o dobro novamente e o guardo de novo dentro de mim, e quer saber? Pouco importa, eu sei fazer massa de cimento, sei como usar uma britadeira e guardo na garagem um estojo de ferramentas.Pode deixar, eu mesmo faço a reforma, se não sair como eu esperava terei apenas a mim mesmo para culpar, obrigado pela ajuda.

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quinta-feira, 7 de agosto de 2008

SOBRE JOÃO BAPTISTA

Brincava de fazer avalanches imaginárias nos montes de areia da obra em construção,sorria em tempos e contra tempos exatos. Em sua mente também havia avalanches, estas, em contra partida, inundavam seu subconsciente. Todo o peso do mundo era demais para seus frágeis ombros já gastos, hora ou outra iria ceder, não se importava. Por diversão corria riscos, sua alma já afiada trazia no olhar a serenidade de lágrimas passadas,todas as suas pequenas esperanças, deixadas para trás, todo o seu mundo renegado. Pelo caminho sabia que haveria pessoas que o entenderiam, o compreenderiam, e acolheriam aquele corpo em noites chuvosas de inverno. Não tinha mais medo, não demonstrava ter, seguia indiferente, indelicado, seguia ao seu modo,com a certeza de que um dia, em algum momento, a transformação ocorreria.-Você é um homem - Exclamava estufando o peito. Ao perceber que outros a sua volta reparavam em seu gesto de orgulho, por falta de auto-estima ou de personalidade voltava atrás em suas palavras.-Não, você não é um homem, você é um bicho, um bicho feio e imundo, isso é o que você é.Percebia que era assim que o mundo a sua volta o queria, mas quando não havia ninguém por perto, exclamava baixinho, apenas para que ele mesmo pudesse ouvir:-Você é um homem, nunca se esqueça disso.Ele era estranho em seu modo de pensar, talvez um tanto louco, talvez só alguém

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segunda-feira, 7 de julho de 2008

O MEDO NO QUARTO



Ouviu o despertador tocar, uma, duas vezes, não fez sequer um movimento, permaneceu estático em sua cama, entre lençóis, travesseiros e cobertas, a distância entre o colchão e o chão era grande demais naquele momento. Fazia frio lá fora, um frio que envolvia medos e dúvidas, e não importava se era dia de entregar o relatório ou ir na consulta marcada, dali não se moveria facilmente. Lá fora o carro buzinava, como se o chamasse, esperando por ele pra engatar a chave e dar a partida, o portão esperava pra ser aberto, e o jornal jogado na garagem tinha sede por lhe mostrar as noticias matinais. Não se importava, nem o carro, nem o portão, tão pouco o jornal faziam sentido, ele estava com febre, uma febre estranha, diferente das outras, o termometro não apontava o problema, mas sabia que ali dentro dele, em algum lugar, estava a febre. Sentia ausência de sonhos no travesseiro e calor nas cobertas, sobrava espaço no colchão, e faltava animo pra calçar as pantufas que o esperavam em baixo da cama, a distância entre o colchão e o chão não parava de aumentar, sua febre interna já passava dos 40 graus, no entanto por fora permanecia o mesmo, e era o mesmo a muito tempo, talvez esse fosse o problema. Ousou ter coragem de enfrentar a distância que separava seus pés do chão, os ponteiros de seu relógio corriam desgovernadamente, ainda haveria tempo de entregar o relatório? E a consulta marcada, haveria como chegar no horário? Levantou-se, superou a distância entre os pés e o chão, apressou-se em correr, alarme falso, não se dispôs a trocar de roupa, nem arrumar a cama, era apenas vontade de ir ao banheiro.
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segunda-feira, 12 de maio de 2008

Poxaaaaa, que saudade de postar em você, não te abandonei não meu lindo, é falta de tempo mesmo, a vida anda uma loucura, bom, vou fazer um resumo de tudo que aconteceu neste tempo que estive ausente de você.
Comecei a trabalhar em meu novo cargo, e estou me saindo muito bem, fui pra Virada Cutural, assisti os shows dos Mutantes, Arnaldo Antunes, Cachorro Grande, TEATRO MÁGICO e Bruna Caram, com quem tirei foto.
Vi dois Arco Iris lindos no céu, um no meu primeiro dia no novo cargo do emprego, outro no dia da Virada Cultural, vi uma arvore ser cortada, um rato morrer afogado dentro de um tanque com agua, escrevi uma carta de amor, no estilo da literatura cordel, recebi uma carta de amor linda, de alguém que amo, estou namorando (mesmo que em segredo, mas ninguém te visita mesmo né blog, pra vc eu posso contar) e já perdi o medo de amar esta pessoa, que esta sendo tão importante em minha vida.
Terminei de escrever meus três primeiros contos, (prometo que amanhã mesmo publico um aqui em vc) cheio de planos pro segundo semestre, louco pra que chegue logo, e acho que o mais importante, mês que vem tou indo pro Rio, finalmente.
Cara, não dá pra resumir tudo, foram tantas coisas nessas semanas, estou tão feliz com tudo, agradeço muito a Deus por tudo isso, estou me esforçando pra ser merecedor de tais coisas tão maravilhosas.

Obrigado a todos que estão comigo tornando minha vida possível.

segunda-feira, 21 de abril de 2008


Tanto em tão pouco que é difícil entender

Tanto em tão pouco que cabe na palma da mão

domingo, 20 de abril de 2008

DIÁLOGO

— E você, por que desvia o olhar?

(Porque eu tenho medo de altura.
Tenho medo de cair para dentro de você.
Há nos seus olhos castanhos certos desenhos que me lembram montanhas, cordilheiras vistas do alto, em miniatura. Então, eu desvio os meus olhos para amarra-los em qualquer pedra no chão e me salvar do amor. Mas, hoje, não encontraram pedra. Encontraram flor. E eu me agarrei às pétalas o mais que pude, sem sequer perceber que estava plantada num desses abismos, dentro dos seus olhos.)

— Ah. Porque eu sou tímida.
(Rita Apoena)

quarta-feira, 16 de abril de 2008

CENSURA


POR MOTIVO DE FORÇA MAIOR =X

terça-feira, 15 de abril de 2008

PIQUE ESCONDE ♪♪♫♪


Ouviu tocar a campainha. Três, quatro, cinco vezes. Não fez sequer um movimento. Estava apavorada. O som estridente prendia-lhe a respiração. Sentia medo. Medo de sorrir novamente, descobrir-se bela e cozinhar para dois.
Ouviu tocar o telefone. Seis, sete, oito vezes. Suas mãos tremiam, o coração saia pela boca. Um pavor súbito tomava-lhe o corpo. Era medo. Medo de dividir o inabalável mundo que há tanto tempo construíra para si. Um castelo de plantas carnívoras e muros feitos de pilhas de livros,imagens de vídeos e certezas musicais.
Campainha e telefone já tocavam há dias. E por mais que resistisse, que fingisse não ouvir, havia algo que a atraia naquele gesto inssistente de quem estava do outro lado da porta. Por fim, deu alguns passos, ousou alcançar a chave pendurada na fechadura. Ali parou. Vibrava em medo. Estava tão acostumada à tristeza que cultivava em seu jardim, à solidão que tanto a acompanhava. Realmente não sabia se ali haveria espaço para mais alguém que não fosse ela e a sua sombra.

Por Maira Viana (Inspirado em Durma Medo Meu)

sexta-feira, 11 de abril de 2008

O SENHOR DO TEMPO

Quando nasce o dia, o tempo dispara
Ou será que para pra ver o Sol se levantar?
Quem será que manda na vida?
Quem dá a partida?
Quem que reiventa a luz?
Quem que faz esses azuis?
Como é mesmo que anda o tempo?
Será sempre assim tão lento?
Será que passa é por dentro de nós?
Será que é o Sol que ordena
e o tempo que obedece?
Ou será que o Sol só desce
quando o tempo eleva a luz?
Passa o tempo, passa a estrada.
Ou será que nada passa?
Nada conta além da graça do amor
O amor que é raio e centro
Eternidade e momento
Nosso solitário redentor
Único senhor do tempo, amor


"Também temos saudade do que não existiu,e dói bastante."

Porque todos nós devemos ter músicas para lembrar de lugares em que nunca estivemos, de sonhos que nunca sonhamos, pessoas que nunca conhecemos e sensações que nunca sentimos.
Pois lembrar daquilo que nunca vivemos também é uma forma de nostálgia.Quem sabe um dia um vento forte traga de novo pra minha varanda tudo aquilo que nunca foi meu, e eu tenha mais uma chance de viver tudo isso, pela primeira vez.


Letra de: Caetano e Milton Nascimento
Frase entre parenteses: Carlos Drummond de Andrade
Texto de conclusão: *Texto registrado e protegido conforme http://creativecommons.org/

quinta-feira, 10 de abril de 2008

NOVIDADE


Nova novidade seria dizer
que o sol ao se pôr no telhado da sua casa
mostrou-lhe as cores das roupas
secando nos varais
E que a falta da tua presença
logo seria preenchida
Mentira
Dos raios desfalcados faltava a luz
que sem razão, pela manhã
entrou pelas cortinas do seu quarto
e do toque da tua pele sentiu o calor
E o que fazer se a noite nevou só para confronta-la?
Do dia sem grandes conquistas ficou a vontade
e a marca dos lábios estampanda no vidro da janela
O que fazer então, se tão perto do coração fica tua casa?

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quarta-feira, 9 de abril de 2008

A FÉ EM NÓS ♪♪♫♪


Com licença, eu posso entrar? Eu sei que a casa também é minha, mas ela já tem tanto de nós que nem me sinto mais à vontade pra chegar assim sem avisar, sem marcar hora, sem ao menos um prefácio.
Não é fácil. Eu só vim buscar umas coisas, não pretendo me demorar.
É só o tempo de tomar um café, de separar as xícaras, os discos, os livros. A secretária eletrônica transmite os recados em vozes familiares. Substantivos, verbos, sujeitos e predicados. Orações mal formuladas. Sinto falta do nosso silêncio à dois. Sinto falta dos adjetivos nas mensagens que ouço. Eles devem estar nos meus textos de madrugada. Todos traduzem a fé em nós. Afinal, onde termina a música e onde começa a história? Afetos arquivados em pastas de computador. Deixarei um lembrete da próxima vez: "salvar nossa fé em disquete". Eu sei que a culpa também é minha, mas ela já tem tanto de nós que nem sinto vontade de partir assim sem avisar, sem marcar hora, sem ao menos um prefácio. Não é fácil. Com licença, eu posso ficar?

Por Maira Viana (Inspirado em A Fé Soluvel)

terça-feira, 8 de abril de 2008

PÉ DO PATO MANGALÔ TRÊIS VEIZ


Bom, acho que talvez você nunca nem leia esse texto, o mais provável é que você nunca venha a ter conhecimento da existência dele, mas mesmo assim quero falar, falo pras paredes se for preciso, pois era algo que eu estava acostumado a fazer antes de você entrar na minha vida. Não vou dizer que as coisas estão difíceis, pois tudo anda correndo muito bem, mas devo admitir que se tudo esta desta forma é graças ao caminho que você me influênciou a seguir.
Você fez por mim o que nenhuma garota havia feito desde então, chegou por acaso, de uma forma inesperada, e de repente, como quem não quisesse nada me mostrou uma certa música de uma certa trupe, nada demais isso, afinal em que você achava que mudaria minha vida aquela música mostrada dia 28 de outubro do ano passado???
Mas esse nada demais acabou não sendo tão nada assim, esse nada demais foi a alavanca inicial de algo que começou a crescer dentro de mim, foi mais forte que eu, me mudou. Deixei de ser uma pessoa triste, fechada e tímida. Pois em cada nova música que eu escutava, me inundava por dentro uma vontade louca de viver, de amar, sonhar, tornar tudo possível, e de repente o fruto maduro caiu no chão, e começou a querer rolar pela terra, descobrir lugares, pessoas, descobrir o que era necessário pra quebrar aquele tédio que por dentro me corroia.
Fazer novas amizades era complicado, hoje em dia é a coisa mais natural do mundo.Antes de você eu jamais pintaria a cara, cortaria o cabelo, abandonaria meu Strokes e meu Libertines, hoje posso dizer que tudo isso ficou no meu passado.
E embora você já não faça mais parte de mim, ainda é um dos meus pedaços que mais gosto, meu pedaço de esperança, o pedaço espalhafatoso, que grita, xinga, ri, o pedaço sem medo, que vira palhaço e recita poemas, que borra a pintura da cara fazendo swing, que acorda cedo pra ir pro Ibirapuera, que faz amigos poetas.Parte do meu pedaço que tento tornar artístico veio de você, foi por sua causa que voltei a escrever, e desde então as letras que sairam de minha cabeça já fizeram 13 músicas, todas tendo-lhe como musa inspiradora, antes de você eu só tinha feito músicas pensando em uma garota, e isso ainda em meus tempos de escola, mas elas nunca sairam tão lindas quanto as que lhe tiveram como inspiração, é claro, já temos uma música de despedida também.
Eu não entendo até hoje o motivo daquela briga, foi tão boba, tão rápida, mas aconteceu, talvez eu tenha dito coisas que te magoaram, mas também fui magoado por você, eu nunca quis roubar nada que era seu, mas achei que tinha coisas que você estava disposta a dividir, bom, me enganei, não quero alastrar mais ainda isso, eu não espero que a gente um dia volte a ser como já fomos, pois algo que aprendi ainda antes de você entrar em minha vida foi saber deixar o passado em seu devido lugar, e é lá que ele permanecerá, repousando em minha nuvem de lembranças, mas algo que reconheço e lhe agradeço de coração foi por você não ter me deixado sozinho, pois embora você tenha partido me deixou aberta uma porta na qual são inúmeras as possibilidades que vou descobrindo mais e mais a cada dia, você me deixou parte das ferramentas que estão fazendo da minha vida algo que eu sempre quis, sei que a cada nova amizade, a cada novo show, a cada nova fuga da realidade, parte dos créditos são seus, pois tudo isso veio de um circuito que à seis meses atrás me foi apresentado por você, de uma forma linda, através de uma janela, uma madrugada e uma luz tardia, durmam nossos medos.

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segunda-feira, 7 de abril de 2008

TEATRO MÁGICO EM JUNDIAÍ


Ainda tou aqui todo bobo, que nem pinto no lixo (como diria a Carol) vendo as fotos do show, e escutando as músicas da trupe, ainda meio sem acreditar como minha vida tem sido desde que conheci o trabalho deles em outubro passado, e comecei a participar indiretamente desta coisa fantástica que é O Teatro Mágico. Pode parecer bobeira pra qualquer outra pessoa, mas pra mim é especial demais, pois é a primeira vez que estou participando de algo que está em fase de andamento ainda, e melhor, algo que estou podendo acompanhar de perto, bem diferente de gostar de Legião Urbana, já que nunca pude ver um show deles, ou de Strokes, que é uma banda que se vê um show na vida e talvez outro na morte.
Teatro Mágico tá ali, começando a escrever sua história na música ainda, os caras ralando, batalhando pra caralho pra se manterem como banda independente, tendo como único meio de divulgação a internet e o famoso boca-a-boca.
Depois deles meu mundo se expandiu, conheci pessoas maravilhosas e lugares fantásticos, me acostumei a ir cada vez mais longe de casa, sempre tentando seguir ao máximo suas turnês pelo interior de SP, passei a tentar fazer malabares, e tou aprendendo a fazer swing, comecei a frequentar sarais, (esse mês tem o do Ibira) voltei a tocar violão, e tentar dedilhar músicas como "Menina" e "Durma Medo Meu", e em Jundiaí parece que foi a hora de começar a colher esses frutos que já estavam plantados em minha alma a seis meses, ver toda a galera junta, se maquiando, conversar com o pessoal da trupe depois do show, e eu que sempre fui acostumado a não ter com quem conversar sobre meus gostos musicais de repente me vi no meio de 1800 pessoas que gostam da mesma coisa que eu.
É algo meio indiscritivel, e fora as novas amizades que fiz, o momento mais especial foi poder abraçar (again) a Gabi, acho que admiro ela tanto quanto o Anitelli, ela que se acostume com o "Rober borrado" como ela mesmo disse, afinal sempre tem alguém pra passar a mão na minha cara e borrar a pintura ¬¬
E tou me empenhando em fazer a bonequinha dela que eu prometi, o mais dificil tá sendo fazer a roupinha da boneca, mas promessa é divida, e no show de Osasco vou tá eu lá entregando a boneca pra ela =P
Tomara que ela goste, afinal não sou costureiro, mas tou me empenhando ao máximo, quem sabe eu consiga fazer um do Anitelli futuramente, por enquanto só a da Gabi mesmo, que pra mim é uma das mais raras da trupe.
Bom, falei demais já, agradecimento ao Erick por me acompanhar em minhas loucuras e aventuras sem me questionar, e mesmo quando eu uso o velho "vc não confia em mim???" ele diz confiar e eu meto ele em furada, mas mesmo assim ele nunca descontou (ainda), a Carol, por sempre me entender, e Ph por ter me dado a chance de buscar o que eu realmente quero, fikei feliz hj por saber que vcs já olharam meu blog, logo hj que eu tava conversando a respeito disso, que nunca ninguém olha meus textos, eu pergunto pra vcs e descubro que vcs já olharam, da próxima vez deixem comentários, só pra isso aqui não ficar tão deserto, e agradeço tbm a outros dois que não preciso citar o nome mas que sei que tbm já deram uma olhada em meus textos,
valeu por curiarem =D
Acho que é isso...ou melhor, é isso, por enquanto...

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sexta-feira, 4 de abril de 2008

QUIÇA


Foi reencontar, e acontecesse, e como seria?
Como saber, eu vi você, passando por mim.
Sonhar, quiça, a gente se reencontar
E o coração bater, antes de sequer volver meus passos
Eu vi você ali de perto, depois de tantos anos
mas você nem viu, e eu mudei tanto assim?
E você estava sorrindo, daquele mesmo jeito lindo
e durante toda aquela tarde, me perguntei em quem você pensava
enquanto soltava aquele sorriso
Você trazia contigo aquele mesmo colar, e eu imaginei
se você ainda lembrava daquela tarde
em que ô coloquei em seu pescoço
Quiça sonhar, mesmo por um instante
Então você ô abraçou
Aquele abraço forte que por tantas vezes foi meu
E tantas coisas passaram por minha mente
De outros primeiros beijos, na frente do espelho
Aquele parecia ser o mais marcante
Quiça, sonhar, vida ao teu lado
Quiça, sonhar, vida ao teu lado novamente
Quiça esquecer, tudo que me lembro
Tudo não entendo, você nem sequer lembrou meu nome

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quinta-feira, 3 de abril de 2008

PERTO DEMAIS


O amor é uma mentira que levamos para a cama, é a intimidade que engana, o soriso de prazer debaixo dos lençois suados, um ato de encaixe e sintonia de movimentos. Um desejo estranho e insaciável de satisfação mútua. Porque existe covardia por trás dos olhares na multidão, existe ódio e vingaça por trás das promessas, a diversão que se expande em juras eternas, um ato encenado, que nos torna expectadores de nossas próprias histórias, observadores inertes e salivantes da próxima cena, em que a porta se fecha e não há ninguém nos esperando na sala, um jogo em que não há vencedores.

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quarta-feira, 2 de abril de 2008

VELHOS TEMPOS


Abra a janela
e deixe o sol entrar porque
estes anos não irão voltar
mesmo que queiramos
Todas suas idéias
estão anotadas neste
pequeno bloco de papel

Riu ao ver você esperando algo acontecer
Especialmente por você eu consigo mudar
Especialmente pra você eu quero ser melhor

Hoje acredito em tantas coisas que antes
não passavam de bobagens
Eu me lembrei de você
Foi preciso crescermos separados
pra depois voltarmos a crescer juntos
sem nos afetar

Suas palavras me chegam como músicas
E o cheiro do meu Malbec já
esta em todas as roupas que você usa
E o cheiro do seu corpo está no sofá da sala
Vem, tem de ser hoje,
só você faz o meu mundo acontecer

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sábado, 29 de março de 2008

RASSUDOCANDO


De lavagem em lavagem cerebral vamos sobrevivendo com o pouco que resta de nossa verdadeira essência. Um dia quando cansares de seus computadores e Ipods buscarão música e poesia no pôr do Sol,mas não encontrão nada.Pois é caro irmãozinho,a ultraviolência nos pegou de jeito,e cá estamos nós dentro de um pub nojento,mesopotando o pouco que ainda resta de nossas lembranças.E pra onde quereis fugir agora??? Talvez queiras correr para uma filosofia barata de Mont'Alverne ou pra dentro de um quadro de Monet,a escolha pela primeira vez é totalmente sua,então decida-se,afinal a noite está apenas começando,e caso não queiras desatinar nesta mesma madrugada,é melhor que levante-se logo e mova-se para longe deste lugar pútrido.
Nas esquinas da mau iluminada Teodoro encontramos diversões baratas de múltiplos prazeres,um mais perigoso que o outro,e em meio a tanta gente estranha até mesmo eu me sinto normal.Mas não saimos para tomar leite não é mesmo caro irmãozinho???Onde está o sabor seco e rasgante do líquido incolor que aquece nossas entranhas nesta fria noite de (pasmem) verão tropical??? Olhando pelos bares encontramos uns tipos esquisofrênicos,porém não deixam de ser exóticos,mas é claro que não podemos nos satisfazer com tão pouco,quem se satisfaria com Pandora sendo que pode ter Astréia???Creio eu que caso quisessemos desordem escolheriamos Pandora,mas não é o caso em questão,no momento já estamos entorpecidos,então nos vale mais
a sabedoria de Astréia.Ainda seguindo a mitologia,caminhando pela rua que corta a travessa Norte de Pinheiros,penso comigo mesmo como droogs do passado foram tolos ao se rebaixarem da idade do Ouro,da eterna Primavera e juventude,pra idade do Ferro,e permanecerem nela até hoje,pessoas não tem mais respeito pela honra,franqueza e lealdade, ações são determinadas apenas pela ambição e violência,o horrorshow de verdade está em todas as partes que os olhos
alcançam. Mudando de ambiente novamente,entramos em uma casa escura onde a bebida mais atrativa que nos é oferecida se trata de um Vellocet azulado que segundo o droog do balcão "disperta os sentidos". Na verdade sabiamos que despertava apenas a perverção que existe contida dentro de cada um,o horrorshow se transforma em libertinagem. E nossas existências são postas a prova quando faz efeito,corroendo o fígado,o que torna o horrorshow mais violento
não é o fato de saber que não fomos importantes,mas sim de saber que fomos inúteis,mas como já dizia Gene Kelly "i'm happpy again" e de mesto em mesto as cores ganham sentido dentro de nossos cérebros,e neste processo gradual de desintegração psicológica estamos apenas nos conduzindo a loucura,e me pergunto,que mau há nisso???

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sexta-feira, 28 de março de 2008

VEM QUE EU QUERO TAMBÉM

As vezes eu me
pergunto qual papel
exerço em sua vida
E as vezes vem o medo de achar
que não causo influência, mas sei
São poucas as vezes
que o que passamos
juntos não me marcou
Poucos os bares em que não bebemos
Poucos os lugares em que não fomos
Poucas loucuras que nós não fizemos
Vem que eu quero também...

Essa letra já existe fazem uns 4 anos, mas nunca consegui termina-la já serviu pra muitas pessoas que passaram por minha vida, algumas permanecem, outras não, no momento ela vale apenas pra três pessoas, Ph, Carol e Érick, somos como a nova formação de uma banda, da qual
quando essa letra foi composta só existia eu de nós 4, agora posso dizer que com cada um de vocês eu já fiz algo que me marcou demais, e mais ainda marcou quando nós 4 fizemos algo juntos, com Ph são as conversas em que dividimos experiências de vida, com Carol são as experiências que dividimos juntos, com Érick são os poucos conselhos que tenho à oferecer pra alguém, embora eu não possa dominar ou decidir como será o futuro, espero tê-los perto de mim sempre, desde rolês pra Jundiaí e Franco da rocha, até nossos famosos rolês de calçada.
Pois talvez o que me falte pra terminar essa letra seja expêriencias ao lado de vocês.

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terça-feira, 25 de março de 2008

MALBEC


Como um cheiro pode lembrar estações de trem, estradas e aeroportos?
Lembra intimidade, conversas no escuro e beijos intensos.
Janeiro, Fevereiro, e o ano inteiro, e o cheiro no quarto, seu rosto no espelho.
Lembra as mãos dadas, os passos sincronizados, cartas e fotos
Lembra lágrimas de brigas e despedidas, mas também de reencontros, medos e insseguranças, promessas, e o destino caindo no vão.
Como depois de tanto tempo ainda cismo em fechar os olhos e lembrar de você
cada vez que ele é borrifado?
Como um cheiro tão meu pôde se tornar unicamente seu?

domingo, 23 de março de 2008

VÍNCULOS


Não nos falta coragem mas
sim a oportunidade de ficarmos a sós
Não são nossos sonhos mas sim nossa
realidade que nos torna assim tão fortes

Um pardal lhe fez sorrir
e ao ver seu sorriso virei seu maior fã

Ninguém entende essa solidão
Nem mesmo eu que à sinto consigo entender
Ninguém consegue nos separar
Existem vínculos mais fortes do que nós mesmos

E o que desanima é só a distância
que há entre nossas casas

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sexta-feira, 21 de março de 2008

DIA DA PAIXÃO DE CRISTO


Hoje era pra eu ter ido pra Bragança, mas infelismente não deu, um infelismente que acabou virando um felismente, assisti a paixão de Cristo aqui mesmo, com Érick e Ph, deu pra dar umas risadas, beber um pouco, sobrou quase toda a garrafa do Fogo Paulista, já tem bebida pro role de amanhã.
Jogamos bola na rua com a bola que o Érick achou em cima do telhado dele, e que depois de quebrar algumas telhas ele finalmente conseguiu pegar, deu pra rir bastante nas nossas conversas de calçada, e meia noite em ponto voltamos a comer carne.
Essa semana foi meio barra, acho que a única coisa que salvou foi ter voltado a conversar com Ph depois de mais uma briga besta, de resto, me decepcionei um pouco com uma certa acusão que tamanha infantilidade fez eu perder todo o carinho e admiração que tinha por certa pessoa que eu julgava ter uma cabeça do caralho, mas por fim percebi que não passa de uma mesquinha e mimada.
É impressionante como tem gente que confunde flexibilidade com falta de personalidade, e interesse com pagação de pau, mas melhor quebrar a cara logo no começo do que por mais pilha em cima de algo que não dará em nada, mas é foda quando a gente percebe que gastou tantas palavras de amor com quem não merecia nem a primeira linha de nossas frases.
Enfim, amanhã ainda sem nada definido, só não quero Vila Madalena de novo, de resto tá valendo.

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quinta-feira, 20 de março de 2008

ESQUADROS


Talvez numa próxima vida, possamos voltar como melhores amigos, lado a lado novamente. E já que nesta não deu, o que fazer então???Tenho certeza que em alguma outra encarnação novamente se ouvirá o som das risadas, quem sabe a gente até não cresça juntos, se conheça mais jovens, pois foi a carga de vida que cada um de nós trazia que nos afastou, mas sabe, embora doa demais ter acontecido eu fico feliz por ver sua felicidade, porque embora não saiba, eu ainda lhe observo de longe, como um telespectador silêncioso que torce por você a cada momento de seu dia.Mas é claro que certas coisas não serão mais iguais para mim, e creio eu que para você também não, talvez sozinhoeu não veja tanta graça em correr atrás de pombos, muito menos em misturar ovos e leite nas misturas de bolo.Talvez sem você eu passe a frequentar menos o parque, mas sei que cada vez que eu passar por ele me dará uma louca vontade de pegar o violão e sentar embaixo daquela árvore, mas dai lembro que não terei você ali, pra rir da minha cara quando eu erro os acordes tocando "Esquadros".E aquele tiuzinho meio doido que sempre nos perguntava quando nos via juntos "onde vai a dupla sertaneja???" bom, eu vi ele um dia desses, ele perguntou de você, te mandou um abraço, fiquei meio triste na hora que ele me falou que não tem graça zuar só comigo, que só tem graça quando tá eu e você pra ele zuar.As vezes minha mãe comenta que você sumiu, nunca mais ligou, dá um nó na garganta quando ela fala isso, mas prefiro que ela não sabia que por muito tempo você ainda estará ausente em minha vida.Quando toca aquelas suas músicas no rádio,como você me infernizava com elas, e veja só que loucura, hoje em dia eu sinto falta da sua voz desafinada e de você errando as letras.Você ainda não saio de minhas orações, pois acostumei a falar seu nome durante elas, e quando me dou por mim já pedi a Deus que lhe dê um bom dia e que você possa ir e voltar dos seus destinos em segurança.Algumas de suas roupas ficaram em meu quarto, o cheiro do seu perfume cada dia some mais de sua camisa, nem sinto mais aquele cheiro forte que se espalhava pela casa quando você se perfumava.E aquele seu CD que tava riscado bem na faixa que você mais gostava, eu baixei três versões diferentes daquela faixa, uma mais linda que a outra, mas prefiro não escuta-las, pois cada vez que ô faço é como se uma mão estivesse apertando meu peito por dentro, só as escutarei quando você começar a virar lembrança, pois quando eu começar a te esquecer me agarrarei a todas as lembranças que te tragam pra perto de mim novamente.E embora eu possa crer que em uma outra vida ainda haverão pombos para se correr atrás, misturas pré-prontas para bolos, parques, ávores, e acordes, embora eu creia que ainda haverão pessoas para nos zuar, perguntar da sua ausência, e músicas nas rádios pra você cantar ,as vezes me pergunto se realmente haverá outra vida, e caso não haja???Você nunca saberá ao certo o quanto eu realmente lhe amava, pois é algo que eu achei que teria a vida toda pra demonstrar, mais e mais a cada dia, mas me enganei.

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